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Quem é Raul Perestrello

Acredito nos valores da social-democracia. Acredito nos valores cristãos e da família e respeito outras opiniões e convicções, mas sempre mantendo fiel aos meus princípios.

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 Pré-candidato a Belém que não aparece nas sondagens

Raul Perestrello é um madeirense de gema que está de volta à sua terra natal depois de ter passado mais de metade da vida fora do arquipélago. O empresário de 61 anos nasceu na cidade do Manchico e tem raízes familiares que remontam a Bartolomeu Perestrelo, um dos primeiros povoadores da ilha da Madeira. Aos 20 anos, partiu de casa e, após uma longa viagem pelo continente africano, voltaria a estabelecer-se noutro território insular: a Austrália. No país continental da Oceania, o madeirense viveu 30 anos, constituiu família e lançou-se na indústria dos metais preciosos.

“A minha atividade englobava a fabricação de joias finas, a sua distribuição grossista a grandes grupos de retalho com centenas de lojas, assim como o comércio direto, incluindo lojas familiares e designers individuais”, explica na página da sua candidatura.

Depois de ter concluído uma licenciatura em Engenharia Elétrica, Raul Perestrello e a família fundaram “uma das maiores fábricas de joalharia fina em Brisbane, produzindo mensalmente mais de 30 000 peças de joias em metais preciosos”, diz sobre a empresa que chegou a ser uma das três maiores produtoras deste tipo de metais naquele país. Contudo, o candidato assume que a sua “grande paixão” sempre foi o mercado imobiliário. Em Portugal, o madeirense realizou investimentos nas áreas da hotelaria e do alojamento local. Esse regresso ao país natal — que Perestrello justifica com “o desejo de trazer todo o conhecimento e as ideias que possam valorizar o país” — acabou por motivar a candidatura presidencial. E espera que o seu trunfo nessa eleição seja o seu percurso no mundo dos negócios. “Trarei toda esta experiência, esta visão e esta vontade de fazer acontecer para a vida pública, para melhor servir Portugal e os portugueses”, afirma em resposta enviada ao Observador .

Neste momento, a candidatura do madeirense está a realizar o processo de recolha, garantindo que terá “seguramente as assinaturas necessárias” para ir a votos. Perestrello concede que parte “com a desvantagem de ser desconhecido da maioria dos eleitores” e reconhece que lhe será apontada “falta de experiência política”, mas acredita que poderá compensar com a sua experiência de vida e profissional. O candidato explica que a razão para ter emigrado não foi necessidade de o fazer , mas “porque queria crescer mais“. Após mais de três décadas como empresário, o madeirense diz saber o que é “criar emprego, enfrentar crises, gerir recursos e tomar decisões difíceis”.

Raul Perestrello considera que o “grande diferencial” da sua candidatura é nunca ter estado ligado a cargos políticos ou institucionais. Reconhecendo que o cenário geopolítico está a mudar , defende que “precisamos de soluções e alternativas de liderança assentes em modelos e pessoas diferentes do que têm sido o mainstream das últimas décadas”. Assim, o madeirense assume querer falar como todos os portugueses, independentemente da sua cor partidária, e exclui ser de esquerda ou de direita. “Pretendo ser um Presidente que colabora e cria pontes entre todos os partidos e com toda a população”.

Ainda assim, Perestrello revela que acredita nos “valores da social-democracia, bem como nos valores cristãos e da família” e que não se revê nos partidos que “se situam nos extremos do espectro político”. Não excluindo para já aceitar um potencial apoio partidário, o candidato diz que quer dar “um passo de cada vez” e está focado a dar-se a conhecer . Ao comparar-se a Marcelo Rebelo de Sousa, Raul Perestrello diz ser a favor de “uma Presidência um pouco mais intervencionista, dentro dos limites constitucionais”. O candidato sugere que o próximo chefe de Estado poderá ter esse papel reforçado nomeadamente através da promoção de “pactos nacionais alargados em matérias fundamentais”.

Sobre uma eventual declaração de apoio a outro candidato numa segunda volta das presidenciais, Perestrello rejeita abordar o tema nesta fase: “Estou nesta candidatura até ao fim e acredito que tenho condições para ser o próximo Presidente da República.”

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